Sakurai, Haru

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Sakurai, Haru

Mensagem por Sakurai Haru em 15th Janeiro 2016, 2:24 pm

SAKURAI HARU
you can be Alice, i’ll be the Mad Hatter


23 ANOS
ESTILISTA
-
O
HOMOSSEXUAL
JAPONESA




 
As batidas na porta avisavam que a ‘brincadeira’ havia começado. Haru se tremeu de ansiedade, segurando sua boca com a mão para não gritar feliz. Era a primeira vez que seu pai havia lhe chamado para brincar… Era algo que ela sempre quis que acontecesse. “Tudo vai ficar bem, meu amor” ele disse, passando a mão no cabelo da menina de 6 anos, que estranhou o começo da brincadeira apenas pela frase triste de seu pai. Por que uma brincadeira não iria ficar bem? Talvez por que os homens de branco que estavam entrando na porta não faziam parte da brincadeira. Foi levada para o carro branco e grande do sanatório mais caro de sua cidade.


A brincadeira era uma mentira. Seu pai havia mentido para ela, e a ultima frase que saiu da boca do velho Sakurai ficou girando na cabeça da garota. Tudo ia ficar bem? Nada estava bem. Haru era, provavelmente, a menina mais nova a dar entrada em um hospital psiquiátrico apenas por ser feliz demais… Ou talvez as vezes em que ela havia matado seus animais por achá-los fofos contavam? Não saberei te dizer. Mas nada estava bem.


Viveu naquele lugar por quase toda a sua vida. Cheia de amigos velhos e bonecas de pano que faziam uma festa de chá maravilhosa, inclusive. 5,6,8 10 anos se passavam… E ninguém lhe visitava. Em seu aniversário de 16 anos, se vestiu tão especialmente que todo o hospital teve de participar da festa, já que convite era bem claro quanto á isso. Nele dizia “Festa de 16 anos de Haru! Venham, venham. Não vão querer seus dormitórios pegando fogo.” E quase todos vieram… Mesmo aqueles que nem sabiam ler, já que a enfermeira Touka, simbolo do amor de Haru fazia tudo por ela - ou para os outros não terem problemas. Pena que, 1 semana após a super festa de aniversário, uma pessoa descobriu que ela estava realmente falando a verdade.


Fora, então, separada do amor de sua vida e mandada para outro centro psiquiatra, já que naquele… Haru nunca mais iria pisar. Era o primeiro ser humano que ela havia tirado a vida…. Mas poxa, ela tinha avisado! O que custava ir na sua super festa? As mesmas velas que ela assoprou naquele dia foram usadas para tirar a vida do senhor Kawasaki, do quarto 32. Ela era apenas uma criança, aquilo não foi para seu prontuário policial. Ela apenas foi trocada de ambiente, porém não era mais a mesma Haru. Ela sabia que havia feito algo de errado... Mas não saberia te dizer o que. Ela estava triste, pensativa e - ainda - cheia de rancor. 




Viveu no novo centro por mais 2 anos, quando foi ‘liberta’ por ser maior de idade e poder arcar com suas consequências. Caso sua herança não tivesse saído, para ela estava tudo bem viver em baixo da ponte com alguns novos amigos… Mas, para o seu ‘bem’, preferiu um pouco mais de conforto ao saber que seu pai havia saído dessa para melhor. Já que amava cortar as cortinas dos dois centros onde viveu para fazer seus vestidos de aniversários, por que não tentar ser estilista? Algumas agulhadas nos dedos não faria mal. “Tudo vai ficar bem, meu amor”... E não é que ficou?


Haru era, possivelmente, a menina mais feliz da cidade. Sempre sorrindo e acenando para seus vizinhos, que incrivelmente, sorriam de volta antes de colocar suas crianças para dentro de casa. Ela podia ser feliz, mas havia crescido sem nenhuma amizade. E isso continuou quando foi mandada para o hospital. Lá, ela apenas tinha alguns amigos velhos e enfermeiras gentis que a ensinavam modos de se viver. Ela achava estranho, mas sempre aceitava. Cresceu com rancor de seu pai, que a mandou para o centro nem nenhuma piedade, e quando saiu, descobriu o álcool e até algumas drogas. Mas até hoje, a garota tem seus problemas, juntando com os vícios e manias. Mas quem disse que alguém diz algo? Ninguém percebe. Ela é ótima em esconder.  
 ♦ Depois do Sr. Kawasaki, Haru não tem mais nenhuma morte em seu histórico.
♦ Seu laudo é de Psicopatia Nível I.  
♦ Sua mãe fugiu de casa quando Haru matou o segundo coelho que ela havia lhe dado.
♦ No enterro de seu pai, foi com um vestido rosa e um óculos de bolha.
♦ É piromaniaca, sempre gostou de fogo, tanto que tem algumas queimaduras nos dedos.
♦ Ela pode parecer quieta de começo, mas se ela pegar confiança, pode amar exageradamente. 

Haru pensou em seguir sua carreira no Japão, porém tudo lá pra ela já era muito "colorido demais". Portanto, decidiu ir para a Coréia do Sul, onde poderia colorir a cidade cinza de uma forma fofa e alegre. 
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Re: Sakurai, Haru

Mensagem por Someone em 16th Janeiro 2016, 5:07 pm

Ficha
Ficha aceita, parabéns! <33

Bem-vinda ao Sunny Days
Someone
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