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Mensagem por Hasegawa Naoe em 10th Outubro 2016, 5:52 pm



EXCELSIOR ▽
Um cenário bem povoado e aparentemente predominante de humores fleumáticos. O calor do lado de fora muito apesar de fraco, já convidava os primeiros clientes das oito. (CAFETERIA)

Seong Chaeol Hun & Hasegawa Naoe


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Re: excelsior ;;

Mensagem por Hasegawa Naoe em 10th Outubro 2016, 6:23 pm




Todos nós somos ladrões. A partir do momento em que nos vemos cobiçando algo ou alguém, projetando inúmeros acontecimentos deste próximo , é inevitável não ressaltar que também não deseje conseguí-lo por meios esdrúxulos. Naoe no entanto mesmo sendo uma ideia ruim de materializar, não se incomodava com este posto. Ele muito bem era um onipresente ladrão como também algo a ser roubado. A todo modo, era enriquecidamente preparado para ambas as eventualidades. A quem tomasse para si mesmo, seria admiradores de seu senso cuidadoso e impecavelmente misterioso. A quem fosse o roubar como critério, veriam que ele sim pode ser capaz de transcorrer mil voltas sem sair do lugar ou montar baralhos de cartas sem tocá-las necessariamente. Hasegawa gosta de intimidar. A casos raros em que houvessem as duas opções sim, se veria perdido. Perdidamente desafiado, perdidamente vago entre outras infinitas especulações onde deixo a você ilustrossoníssimo leitor, observar os antes e pós atos. 

Conforme lhe fosse provido, nas manhãs sempre saia as ruas buscando inertemente por um rosto desaparecido por dez anos. Mal havia chegado a Coreia do Sul, porém já se via declarando profundo ódio e amargo. Iniciamos por conta do ramo fraco que e aprisionava e incondicional vontade de andar armado. Logicamente naquele dia estes porcos hábitos eram aposentados apenas emoldurando na expressão quase sempre fria, um cigarro e um tênis velho. Descrente a primeira vista, de que fosse herdeiro de uma dinherama ganha sob as costas das desgraças do mundo. Kenjiro era nada mais que um filantrópico. Meio perfeito para que Naoe fosse alguém especial, educado e muito cordial.Acontece que, o escritor da vida deste rapaz tirou umas férias para todo o sempre.

Adentrando uma cafeteria, a primeira visão lhe empressa era o rolo de tabaco e depois mais atrás, o olhar cansado e seco. Os dedos profusamente repousaram-se contra o balcão analisando mínimas opções.- certamente as imagens pois embora compreendesse pequenas coisas, dava-se livremente a interpretações próprias.- decidindo por fim com um sinal angular do anular, uma mistura estranha de cafeína e sorvete. Os dedos apertaram com dificuldades a superfície gélida e úmida do copo fitando um reflexo mórbido do que um dia, foi o tatuador recuando a passos pesados para próximo das mesas. Uma voz então sibila como um sopro esfarelado. Tal ato, o fez arremeter mais força contra a bebida :

Merda. - Sussurrou com um rosnar tomando ar para que desse continuidade. Naoe possuia genuínos traços de um refugiado o que de alguma maneira, dava-se claro queda extravagante de cada cada ombro. As sobrancelhas ergueram meticulosamente batendo a sola do sapato contra o assoalho :

O que você disse? Cara já paguei por isto. - Entonou envenenadamente raspando as pontas rosadas dos dedos contra o blusão puído de cor verde oliva. Não gesticule exagerado. Isso tormenta os… - Quando dera-se simplesmente por fazer, o estrangeiro virou a face conforme a inclinação alheia seguia. Era uma mesa, afastada de tampão alaranjado. Uma luz artificial piscava fracamente e os raios intrusos do sol, empurraram-o pouco a pouco contra o início do banco L. Assim que folgou, os dedos se ergueram contra as têmporas constrangido. Sua mente fervilhou empurrando o cardápio fitando a seu peito esvanecido. Três meses e nada de amigos, nada de sua mãe e infinitas conjeturas de se convencer que não fosse algo ruim ensurgia. Minha vida não é utópica. Eu não mordo, pensava. A destra deitou próximo ao vaso e as vistas obscurecidas voltaram-se a vidraça. 

Um reflexo juvenil cortou a trilha rotineira de casas fazendo com que seguisse a porta do estabelecimento. O café estava lotado, mesas domadas por risadas e ele por ali em um silêncio ensurdecedor que davam-lhe nos nervos. O traço metálico do estilete no bolso da jaqueta, ondulou a terrível curva de sua garganta premendo com o corpo diminuído e de braços cruzados, encarando seus movimentos.



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Mensagem por Seong Chae Hoon em 11th Outubro 2016, 4:38 pm

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Em meio a um cronograma pessoal caótico, Chaeol vivia perdido. Havia inacreditavelmente se distanciado de seu pai, avós, de seus poucos amigos e de uma vida normal para receber treinamento na Monn-J Ent. Dizer que estava exausto se aproximava de um eufemismo; cada articulação de Chaeol doía apenas ao se movimentar, devido o intenso treinamento de dança que recebia - o que, segundo seu seonsaeng, era seu segundo maior talento. Passava noites em claro para treinar e compor músicas, e nesse dia em específico não foi nada diferente.

O tempo que Chaeolhun dormia era rigidamente racionado, um dia sim e outro não. Às vezes passava dois dias inteiros acordado, o que drenava ainda mais a energia do jovem trainee. Comida era ainda pior; tinha que seguir uma dieta, em que a única refeição do dia era, geralmente, batata com frango. Encontrar uma cafeteria aberta no caminho para a empresa era um sonho, mas também um hábito.  Precisava do café para repor algumas energias que eram privadas no sono, apesar de pouco eficientes.

Chaeol desceu do carro de seu pai e disse ao chofer que seguiria para a empresa de táxi. Vale ressaltar que, dolorido com os treinamentos, parecia que o jovem andava mancando. Adentrou no estabelecimento sem nem notar o quão lotado o lugar estava devido seus pensamentos avoados. — Olá. O mesmo café de todo dia. — Chaeolhun sorriu e aguardou a bebida. Ao dar um segundo olhar na clientela, percebeu que não havia um lugar sequer para se sentar. Piscou algumas vezes. Um dos motivos para ter parado ali era para relaxar um pouco; ficar sentado, usar seu celular para não sentir que o mundo estava girando sem ele perceber e beber café.

Suspirou baixinho, sufocando um palavrão, ao pegar o copo de café quente e já beber. Rondou a cafeteria e, de um ângulo que antes não era possível ver, Chaeol viu que havia um único lugar vago. No fundo do café. Na mesma mesa em que uma pessoa um pouco mal encarada se sentava.

Chaeol achou engraçado que havia algumas pessoas que preferiam ficar em pé a ocupar aquele lugar, mas isso só deixava o jovem deprimido com a discriminação que os coreanos tinham com estrangeiros - e era impossível não notar que aquele homem era, de fato, um estrangeiro. Sem muita pressa, Chaeolhun se aproximou da mesa e deu um leve sorriso. — Annyeonghaseyo. — Chaeol o cumprimentou, e fez uma costumeira reverência. — Posso me sentar aqui, senhor?
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Re: excelsior ;;

Mensagem por Hasegawa Naoe em 13th Outubro 2016, 12:37 am




Naoe não sabia distinguir se era algo bom ou ruim em escutar passos confusos naquela loja. Tudo parecia-lhe desorganizado ao mesmo tempo que pateticamente lógico : Espaços devem ser ocupados, não tinha oposição quanto ao fato todavia, ainda assim via que estava perdido apesar de distante. Os dedos tamborilam demoradamente antes que houvesse alguma vontade de bebericar o café. Os resíduos rebolaram ao entorno da borda enquanto fragilmente erguia contra a boca. As vistas nublaram e um estalo esvaiu sem preocupações ao encontrar o líquido livre pela garganta. A face se virou a procura da mesma pessoa de antes somente se deparando com algumas universitárias de sorriso ignóbeis. Merda de lugar , praguejou para si mesmo acomodando a jaqueta sob o banco claro. Quando encostou os dois cotovelos no tampo,- de maneira panorâmica que o ressaltava estar cabisbaixo.- sentiu algo como uma silhueta escura performar sob o peito. As púpilas dilataram erguendo um dos olhos abertos e outro fechado, recluso de seus pensamentos demorando um tempo para que notasse a dicção direta da frase. Acreditava estar mais voado naquele dia algo que naturalmente detestava perceber sozinho.

 Anuiu fracamente interpondo a mão frente da boca ao dobrar o braço desta vez, notando com mais nitidez que quem estivera diante, era justamente quem observava por detrás do vítreo. Aplicou uma massagem nervosa com o dedo anular e médio na esquina do maxilar piscando duas vezes repousando o olhar contra a frente :

Este lugar. - Sussurrou como se houvesse algo amargo e sôfrego entalado na garganta. Sempre está deste jeito? - Arquejou com impotência, uma das sobrancelhas encarando as costas. Uma das mãos novamente abraçaram o copo acercando que o desse espaço. A frase ribombou novamente com outro zunido pelos ouvidos de uma maneira mais dramática e enfática. Fato pelo qual, o deixou transparecer a mesma feição neutra sem-carismas-vergonhas :

Acredito que não seja tão velho. - Delongou baixo. Pelo menos não de uma maneira, de um senhor. - Suspirou com peso coçando a orbe esquerda e enegrecida. Me chamo Naoe. Hasegawa Naoe. - Projetou angularmente o queixo sentido contra o outro numa forma conservada de apresentação. Hasegawa não possuía tempo para nomes, o que fez a voz tremular numa sonoridade estranha. Palitou com o dente transferindo a atenção para o balcão frouxamente iluminado levantando o dedo indicador prosseguinte a escolha de algo que o parecia ser como um agridoce :

Não é hora de matar aula. - Disse aleatoriamente, tornando a observar. Parecia-lhe jovem, mas fora da conclusão de um estudante e educado como se esbanjava cédulas pela língua. Sua intuição punha-se em alerta e outra parte aventuresca, desmentia todos os sensores de defesa. A melhor represália a ser feita, é remediar contra as palavras polidas, pensou. Deve ser nativo também algo como fobia, pode crescer, adicionou abruptamente com uma risada consternada e abafada pelo palmo amarelado pelas investidas da luz do dia.



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Mensagem por Seong Chae Hoon em 13th Outubro 2016, 9:45 pm

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Chaeol não sentiu que o homem havia o respondido quando fez um questionamento acerca do lugar. Na verdade, confundiu-o ainda mais, gerando uma reação instantânea na sobrancelha direita do jovem, que fora arqueada. Com uma expressão confusa, tentou elaborar uma resposta deixando os lábios entreabertos, mas logo lhe ocorreu que talvez aquela pudesse ser uma pergunta retórica, então apenas manteve-se ali. Quando viu o homem dar o espaço na mesa que Hun achou seguro se sentar, mantendo o tronco desconfortavelmente ereto.

Ainda teve que ouvir uma represália para saber que o homem estava visivelmente desconfortável, mas era difícil de saber o porquê - muitas pessoas saíam de casa para evitar os problemas. Talvez daquela vez não fosse diferente. — Hum, me perdoe. Não foi minha intenção. — Chaeolhun se desculpou pelo erro, sentindo-se um pouco envergonhado por ter recebido aquela advertência. Não olhou nos olhos do homem uma só vez. E antes que pudesse arruinar o seu dia falando mais besteiras, resolveu apenas relaxar e jogar o corpo na cadeira. Não estava naquele lugar para se sentir ainda mais tenso - precisava se lembrar disso.

Ao ouvir o homem se apresentar, estranhou. Chaeol tinha uma quase certeza absoluta de que o homem não estava aberto para conversas, e mesmo assim revelou seu nome. Apesar de preguiçosamente e com um sotaque estranho. — Me chamo Chaeol Hun. Ou só Hun. — Disse, finalmente resolvendo olhar no rosto daquele homem. O que pareceu ter levado o mesmo à algum tipo de trigger, porque Chaeol foi novamente repreendido. No entanto, dessa vez, sem um real motivo.

— Não mesmo. — Chaeol concordou, e então voltou a se esparramar na cadeira. Levou a destra até o seu copo de café e bebericou um pouco, antes de finalizar sua sentença. — É hora de dar um tempo para pôr a cabeça em ordem, que é o exato motivo de eu estar aqui. — Disse. Calmamente, e desejando fechar os olhos para cochilar um pouco. Desviou o olhar após isso, e levou uma mão ao celular, que estava no bolso. Cogitou ligar para seu pai. Dar notícias. Mas não sabia se ele atenderia ou se importaria, caso fizesse o primeiro. Piscou e resolveu manter o aparelho no lugar.

— Talvez devesse fazer o mesmo, Naoe. — Hun sugeriu, deixando a cabeça pender um pouco. — O senh... Você. Me parece muito tenso com alguma coisa. Se eu puder ajudar, ainda tenho um tempo disponível para conversar. Ou para pagar outra bebida.
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Mensagem por Hasegawa Naoe em 15th Outubro 2016, 6:23 pm



Seus ombros se moveram sucintos a um inclinar repressor, como se demonstrasse não ligar para o esgar momentâneo do outro rapaz. Quando este se sentou, os olhos do tatuador se ergueram contra a bancada avistando uma silhueta terciária se aproximar. Foi no mesmo momento em que notou a fala e igualmente a aquele, sua apresentação. Seus ouvidos recepcionaram o som com dislexia, procurando ver se houvesse outra maneira fácil de atendê-lo no entanto, falhou miseravelmente :

Seong Chaeol… Hun. - Aguardou um momento para saborear as palavras, também afim de memorizá-la. Era um gosto azedo que lhe reconhecia ser familiar no entanto, nenhum lugar específico vivenciou. Querendo ainda procurar fundamentos com um residente, Naoe não pôde escapar do fato dele ser tão jovem. Algo hiperbólico para a sua natural mentalidade enrijecida, mas que estava passando a admirar em novas percepções de ; ele era-lhe realmente muito estranho.

Prestou atenção nas palavras enquanto analisava a iguaria aprochegando o dedo indicador aos lábios fartos os espremendo de forma pensativa. Deu ombros conforme entrava na terrível realidade de um tempo prazerosamente proveitoso e produtivo a um instável sem mudanças como estava vivendo durante a sua chegada. Antes costumava pensar, que valia a pena viver com empregados. Eles davam atenções que nem mesmo um palestrante era capaz. 

Rosnando baixo contra o reflexo e a luz que agredia os olhos intencionalmente, escutou enfim algo que despertasse interesse, rindo ruidosamente como fizera sempre após praguejar impropérios :

Bebida! - Exclamou em tom estentor demonstrando apoio com um sorriso fino e imaculado. Virou o tronco abruptamente em direção do tal, ainda não dissolvendo o olhar estilhaçado. Gosto desta ideia. - Suspirou revirando o doce assim o oferecendo de sobrancelhas levantadas e é claro, algo perfeitamente Hasegawa não dispensando sombriariedade.   

Encarou o outro fazendo um gesto de aproximação com o queixo desaprovando a própria escolha quanto ao cardápio. Hum? Isso é o que acontece quando se vem para um país como este. Comunicação. Esta merda de lugar me fazendo me sentir mais excluído do que já estava antes. - Murmurou quase que inaudível porém claramente articulado com os lábios. Tomando o restante do café, encostou a caixa craniana contra o estofado do banco olhando as luminárias reluzirem tremulantes. Se não estuda, o que faz a esta hora aqui? Criado pelo… Pai? - Inquiriu piscando ambos os olhos para recuperar a vaga visão do outro. 



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Re: excelsior ;;

Mensagem por Seong Chae Hoon em 18th Outubro 2016, 12:53 am

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Chaeol se surpreendeu com a reação que causou ao oferecer uma bebida. Teve o impulso imediato de expressar um sorriso curioso e gargalhar baixinho, desfazendo a postura tímida de outrora. — Estamos num café, afinal. — Disse, em resposta à animação repentina do outro. Ainda assim, percebia que Naoe continuava muito mal encarado. Transmitia um ar de não bem-vindo quase palpável.

Talvez fosse só seu rosto.

Intrisecamente ligado à isso, Hun recebeu a resposta para Naoe não estar se sentindo bem. Ainda que não soubesse a sensação de ser um estrangeiro, sabia como era ter de se adaptar à um novo lugar. Tentou compreender o sentimento do mais velho, mas se distraiu com o fato de ele ser japonês e logo lançou uma afirmação. — Você fala coreano muito bem, Naoe-ssi. —  Disse, esperando que tivesse pronunciado o nome corretamente, e abrindo um largo sorriso. — É só questão de conhecer as pessoas certas, então não vale a pena se preocupar ou ficar estressado com isso.

Disse, tentando transmitir algum tipo de positividade. Hun sempre gostava de gastar um pouco de seu tempo sendo bom - e não importava com quem era. Se sua presença, de alguma forma, ajudasse uma pessoa a se sentir mais confortável, mesmo que por alguns minutos, teria uma enorme satisfação pessoal. Era isso que tentava fazer neste exato momento.

Após terminar o seu café, deixou o copo vazio sobre a mesa. Viu que o outro terminava sua bebida quase ao mesmo tempo, quando fez uma pergunta um pouco mais pessoal. Ao ver a intimidade da conversa aumentar, Hun acreditou veemente que estava mantendo algum tipo de interesse. — Eu moro sozinho, em um apartamento. Criado pela minha mãe e meu pai. — Disse. Omitiu alguns fatos, claro; não queria trazer seus problemas à tona tão repentinamente.

Falar sobre a família, logo, não era difícil. Apenas evitava se lembrar, para que não sentisse saudades. Cortou o silêncio de sua cabeça para complementar: — E, bem, sou um trainee da Moon-J Entertainment. Pratico dança ou canto quase o tempo todo, então é normal e rotineiro passar aqui para pegar um ou dois cafés na manhã para não desmaiar quando estiver lá. — Ele sorriu, brincando, mas sabia que o que afirmava era verdade. O treino era puxado e com frequência pessoas desmaiavam por sono ou desnutrição, por mais dedicadas que fossem.

Com uma mão, gesticulou para o copo de café vazio de Naoe. — Bem, parece que acabou. Achou alguma coisa de interessante para beber? Não se preocupe com o preço.
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Mensagem por Hasegawa Naoe em 28th Outubro 2016, 6:14 pm




Naoe então foi tomado por um silêncio receptivo escutando o outro. O elogio lhe veio da forma mais monótona que poderia expressar e a incômoda sensação de que realmente estava adentrando com profundidade aos mistérios de Seoul, o fizeram saborear um gosto metálico e pontudo que parecia brincar imprevisivelmente com as suas entranhas :

Já estou convencido de que cedo ou mais tarde, lidarei com o senso. Sozinho. - Soprou entredentes.

Agora tudo lhe parecia ser mais simples. Em sua consciência, ele não tinha feições de um cantor tampouco então, a um fã de dança ou qualquer movimento coletivo que exigisse entretenimento. Hasegawa precisou guardar para si mesmo que, os primeiros detalhes do outro que pareciam o chamar atenção, fossem uma farsa. Como ele mesmo, o coreano era algo que enganava fácil e ele então riu baixo desta descoberta e lamentou por não ser tão dado a se descrever ou então, a sua rotina íngreme. 
De certo, pensou em seu pai mais uma vez. O japonês não parecia o procurar mais e nem mesmo perguntá-lo sobre o motivo de fugir de Tóquio. Naoe não sabia se sentia raiva ou pena por ser deixado a esmo pelas lembranças do pai. Ambas as humilhações brigavam ferozmente dentro dele e se não fosse a busca pela mãe, estaria para sempre preso entre quatros paredes brancas e um corpo feminino de dia e masculino de noite estirado sob o colchão.  

Ele poderia ter acordado e visto que se livrou de uma pesada dívida, pensou. Seong Chaeol Hun, tinha sorte em ver os pais ao que lhe parecia na interpretação, pensou logo seguinte. Eu preciso encontrar a minha mãe e rápido, concluiu com pressa pela milionésima vez. Mesmo assim algo ribombava que, o jovem artista pudesse ser tão sozinho quanto ele :
 
Dizendo assim, me parece que dançar pode ser fatal. - Entonou com humor. Isso transforma seu tempo em ouro. - Comentou subsequentemente. - E estou roubando uma pequena parcela. Posso ficar feliz com isso. - Acrescentou com veneno e um sorriso letal.

Os olhos patentearam contra o cardápio convidativamente, azul sobreposto a um verde limão que se limitavam ao mascote da cafeteria, um panda, apresentar todas as especiarias. Ler já era algo que não o causava perdição no entanto, encarar aqueles nomes por hora sucediam-lhe a apenas latas de óleo e gasolina. Elevou o pulso erguido e os dedos a frente da boca, pensativo mostrando o vício descompassado para simples pulseiras escuras. Coçou uma das órbitas dos olhos por fim desistindo totalmente de tomar uma decisão que não se arrependesse :

Onegai… - Pediu usurpando de um timbre pidão, - formidável ao seu tipo de pessoa já que Naoe sempre recusava favores.- sem ânimo e fraco, repousando as duas mãos abertas ao cerco cilindricamente baço do copo assustado do seu jeito, ser alvo opinativo. Odiava expor o que desejava. Você é daqui. Acho que poderia me recomendar algo. Acabarei fazendo merda e não terei quem culpar. - Completou com uma tossida seca e olhos carniceiros de interesse virando a face contra os estratagemas do ambiente. 




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Re: excelsior ;;

Mensagem por Seong Chae Hoon em 26th Dezembro 2016, 8:10 pm

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Naoe parecia ter uma boa ideia de como ia lidar com a mudança para Seoul, e dispensou os conselhos de Chae com uma dicção de certeza na voz. Apesar de sentir uma pontada agressiva no timbre do japonês, não se ofendeu, muito menos desviou o olhar. Apenas sorriu e concordou - não duvidando da independência do homem, até porque morava sozinho em um país estrangeiro.

Depois de falar sobre sua rotina, então, Naoe fez um comentário que arrancou um riso de Chaehoon. — Bem, no final estamos fazendo o que gostamos de fazer, então vale a pena desmaiar uma vez ou outra. — Deu de ombros, sincero. E foi surpreendido com outro comentário: o seu tempo era ouro e estava gastando-o com ele. Não pôde evitar sorrir com aquele pensamento.  — É. Pode se sentir especial, eu deixo. — Brincou, e riu novamente.

Por um momento, fez-se silêncio. O murmúrio dos outros clientes era o que Chae ouvia. Pensando que fazia bastante tempo que não tirava uma pausa para conversar e rir com alguém fora da Moon-J. Por mais que fosse um estranho, e por mais que aquele homem fosse bem mal-encarado, acreditava que ele não era tão ruim quanto parecia. Talvez sua personalidade fosse uma defesa. "Aish, Chae. Você é um esquisito. Para de analisar o homem", pensou, e balançou a cabeça.

Ao ouvir que Naoe pediu sua recomendação enquanto estava absento em pensamentos, parou. — Ah! Sim, hum... — Disse, e pegou o cardápio. — Bem, a única coisa que bebo aqui é café. Então talvez você beba "merda" independente de quem escolha. Então... — Sorriu um pouco, mas se advertiu. Não daria uma bebida ruim para os outros. — Esse. É alcoólico, mas tem baixo teor e um gosto bom. Só vou te pagar um, é bom não sair bêbado por aí logo de manhã. — Sugeriu, deixando o cardápio sobre a mesa em frente ao japonês. E em vez de chamar o garçom, foi até ele.

Fez o pedido e indicou a mesa de Naoe, e esperou ele ir embora para voltar ao homem. — Foi bom conversar com você, mas tenho que ir. Acho que já estou atrasado... Até mais! — Disse, e se curvou em sinal de respeito ao mais velho. Logo depois, pegou o celular e o guardou no bolso da calça, pegando o primeiro táxi que viu para chegar à Moon-J.
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