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Mensagem por Niels Seong em 6th Julho 2016, 6:45 pm



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Uma tarde ensolarada onde se passa em um parque de diversões pouco afastado do primeiro lugar onde o rapper se esbarrou e também conheceu, o estilista.

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ILL JOO HYUK & NIELS SEONG
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Re: - COMPASS rose

Mensagem por Niels Seong em 6th Julho 2016, 6:52 pm


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Pela manhã na milionésima vez, Niels parecia ter acordado cedo para arrumar o escritório. Papeis aqui, pastas ali e tudo em poucos minutos já estavam em seus devidos lugares. Aquilo não era uma pratica que digamos por limpeza ou higiene. Com o tempo, aquilo passou a ser uma terapia exclusiva para livrar-se da ansiedade. Era sábado e conforme havia visto, era o dia que iria rever Joohyuk e por esta razão, havia acordado atordoado. Estava com um ar triste com alegre e preocupado com apressado. Algo sem dúvidas, muito esquisito e supostamente também, seria o resumo do que na realidade Seong era… Um completo estranho.

A sala está arrumada, porém em um tapa de míseros dez minutos, tudo estava no chão e permaneceria desta forma até ter uma outra crise como a daquela. A porta era trancada e ele assim se transportaria para o quarto.

Uma expressão um tanto patética o imperava. Estava com as duas mãos nos bolsos da calça fitando o jardim pela janela ainda se perguntando em um motivo específico de querer revê-lo, porém nada plausível foi capaz de dobrar o seu orgulho. A máquina de costura estava empacotada até o despertador ressonar o fazendo ir direto para o banho.

Niels se vestiu de uma forma bem simples. Simples que digo é fora daquela caracterização do homem corvo, aposentando o preto no armário. Uma bermuda e uma camisa, não pareciam ser uma má ideia.

Já se via atrasado para estar adiantado. Sim. Ele era odiavelmente pontual ou sem nada o que fazer. Estava tão elétrico que ao pegar as chaves, adentrou o carro sem nem mesmo conferir se tudo estava certo. Sabia o caminho certeiro da estação contudo, receava a muitas coisas.

De certo modo, Near sempre foi muito calculista. Nunca ouviu ninguém reparar nisso, mas gostava de ter tudo já traçado. Pode ser culpa de sua idade. A fase adulta muitas vezes deve ser marcado por isto. Plano de A ao infinito se possível.

Parecia ter parado quase que dez passos após a saída da estação, deixando os olhos varrerem a localidade com um interesse clínico caso também, de ver o garoto. Sua expressão era séria. Talvez uma máscara para a casualidade quando saiu de dentro do automóvel se encostando a frente conferindo as horas no relógio de pulso. Não fumaria. Outro modo de se prender a própria esfera. Os braços se cruzaram ao mesmo tempo que visava os rostos ao seu envolto.


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Re: - COMPASS rose

Mensagem por Ill Joo Hyuk em 11th Julho 2016, 7:51 pm

Oh! Fun
Hoje finalmente eu o veria novamente. Niels. Foi difícil não lembrar o nome dele, foi difícil não pensar nele. Ele tinha sido a primeira pessoa a me levar para um ambiente como aquele e não ter qualquer segunda intenção. Nem mesmo quando ele me puxou para deitar junto a ele. Só fiquei um pouco atordoado logo quando acordei e me senti um pouco estranho por causa da ausência dele. Nunca tinha sentido algo assim, ou se já, fazia tanto tempo que nem conseguia me recordar. Os dias seguintes para mim foram um pouco ainda mais estranhos. Todo o dia acordava atordoado por não ter ele ali ao lado. Ok. Aquilo já tinha ficado estrango demais, já estava pensando até mesmo em me afastar dele, mas não, eu quis falar com ele. E aceitei algo como um encontro com ele no mesmo instante em que ele havia me chamado.

Hoje é o d-day. Estava um pouco nervoso, mas o pior foi acordar já encontrando um dos idiotas que vendiam drogas se masturbando enquanto me olhava dormir. A vontade era de arrancar aquele pedaço de pele e o fazer engolir. Apenas revirei os olhos e respirei fundo para o não fazer. Não deixaria aquele panaca estragar o meu dia. Levantei passando direto por ele, arrancando o baseado dos lábios dele e o joguei no chão. - Se quiser, fume sua porra lá fora. - Fitei com seriedade e segui para o banheiro com passos agressivos.

Já estava na rua, não estava nem um pouco afim de perder tempo com os idiotas que se intitulavam uma gangue poderosa. Gangue poderosa uma ova. Estava apenas esperando terminar de pagar minha dívida e os veria na cadeia, afinal, foi para lá que eles me mandaram injustamente uma vez. Trajava um simples moletom que mesclava as cores preto e azul-marinho e uma calça skinny branca, além do clichê do all-star. Era algo simples, não poderia ficar esbanjando muito, mas também não ligava para isto.

Tinha acabado de chegar no ponto de encontro que havia marcado com Niels. O qual não foi muito difícil de se encontrar, ele era grande demais para não ser visto naquela multidão. - Com licença... Pode me dizer para onde fica o parque de diversões? - Disse em um tom sério até o ver olhar em minha direção e então abri um pequeno sorriso receptivo, lançando-lhe uma breve piscadela.
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Re: - COMPASS rose

Mensagem por Niels Seong em 13th Julho 2016, 2:18 pm


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A moldura de sua face estava um pouco caída até escutar uma voz familiar. As íris escuras por natureza, se ergueram no mesmo minuto grandiosamente instintivas já enxergando alguns traços do rapaz. Numa aproximação, o maior procurou contrastar o melhor sorriso possível de forma afável ao outro dando uma leve reverência :

- Joohyuk. - Proferia de uma forma calma e que fosse propagável ao outro. Uma maneira sutil também era fácil de ser interpretada.

Inquestionavelmente era sim diferente ver o rosto dele sob o calor da tarde comparado ao nublado da primeira vez. Automaticamente a quem o visasse, enxergaria ares vivos, inteligentes, bonitos, atraentes (ele realmente se pôs a acreditar que a prostituição não o fez ter dificuldades a princípio) e também infiéis a um lado se pensassem que ele não fosse capaz de ser ríspido quando queria. A todo modo, Niels não parecia ter poupado tempo para retomar as suas observações e incredular-se a piscadela dele. Seu corpo se afastou do carro por um breve momento dando uma curta risada a questão :

- Infelizmente preciso dizer que não sei o caminho para ir ao parque. Provavelmente, irei fazer com que fique até a noite vasculhando a cidade comigo. - O timbre ressonava enfático ao ter ambos os olhos pousados contra os do menor de maneira a transmitir nada mais que uma brincadeira. Se Seong havia ficado pilhado com o encontro, imaginaria que faria algo deste tipo? De forma alguma.

Virou-se para com uma das portas do carro adentrando logo sem cerimônias, abrindo outra em um empurrão fraco com a mão :

- Entre. Acho que podemos chegar rápido se eu não resolver encarnar em uma tartaruga. - Disse puxando a chave para encaixar-se ao eixo. Apesar de estar com uma personalidade mais tranquila, Near de uma maneira ou de outra não esqueceu a conversa antecedida da mensagem. Durante o tempo que esteve o esperando, pensou mesmo que teria o desagrado de encontrar marcas nele. Cicatrizes, cortes e o que fosse. Poderia ser errado ser evasivo de uma forma tão fúnebre todavia, não tinha culpa se era a educação que recebeu do pai :

- A propósito, espero que esteja bem. Depois daquele dia, estive um pouco voado e sem coragem para conseguir conversar. - Os dedos abraçaram o volante na medida que já fosse precisa arrancando contra o caminho.

Para que o silêncio não se estendesse de forma irritante, alguns furos em suas frases pareciam ser uma chance indireta de abrir um breve diálogo. Estava adaptado a ter conversas digitais ou em ocasiões que exigissem a sua presença física, as coisas se disseminavam diretas. Consequentemente a esta questão, tratava-se verdadeiramente como alguém muito complicado de manter um laço profundo porém, não que se empenhasse quando quisesse, a ter os resultados que desejasse. Isso era óbvio pela sua forma de falar que era totalmente surpresa e contrária ao olhar. Era como se o corpo dissesse ataque, mas o portar fosse acolher. Enfim, ele se calava voltando a pensar.

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Re: - COMPASS rose

Mensagem por Ill Joo Hyuk em 19th Julho 2016, 9:40 pm

Flower Power
Aquilo sorriso era desconcertante, fazia-me sentir algo desconhecido, por mais sem prática que ele pareça ser. Na verdade, este fato o deixava ainda mais apreciável. Mentiria se não afirmasse que era belo os traços do mais alto, aliás, toda a sua estrutura parecia ter sido esculpida, mas claro que aquilo se refletia a ele cuidar da sua saúde. Tsc. Como se de uma hora para outra eu fosse passar a acreditar em anjos. Até mesmo porquê, Niels estava mais para um inccubus. E caso fosse, não me importaria nem um pouco de que ele invadisse meus sonhos. Não, espera. O que diabos eu estou pensando?! Pisquei os olhos algumas vezes apenas para poder me normalizar um pouco ao que se dizia a respeito dos meus pensamentos.

- Niels. - Retribuí com a mesma formalidade, mas logo ri, não conseguia ser tão formal quanto. - ... Desculpa, não consigo ser sério depois de tamanha formalidade. -  Sobrepus a mão aos lábios para que ele não achasse que fazia dele uma piada, jamais o faria. - Amor, isto foi uma risada? - Gargalhou baixo. - Não me recordo de tê-la escutado da última vez. - Falou a se aproximar do mais alto, mas não teria nem como parecer perigoso a começar pela diferença de altura. Nunca, jamais, nem mesmo usando salto alto conseguiria alcançar o etilista.

Meus olhos se arregalaram e a boca se abriu ao o ouvir dizer aquilo. Como assim ele não sabia, mas logo pude ver suas intenções e suspirei aliviado. - Aigoo! - Disse a dar um fraco tapa sobre o peito dele. - Não se brinca assim, querido. - Se eu o iria ficar abusando daquela forma? Lógico que sim, continuaria até o ponto próximo do que seria o limite de Seong. Observei entrar no carro e logo dei a volta, apenas abrindo mais um pouco a porta e me sentei no banco do carona. - Continua tão cavalheiro quanto antes com a sua mala, senhor Niels. - Sorri de canto e o fitei de soslaio afim de querer observa sua reação. - E por favor, não tenha pressa. - Terminei de por o cinto e o fitei mais uma vez, mas desta vez queria apenas fitar, mais uma vez, os seus belos traços.

Meus olhos piscaram algumas vezes, estava surpreso por ele se lembrar ou então por não fingir que se esqueceu do que viu. Niels era, definitivamente, a primeira pessoa a me tratar assim. Na minha infância era apenas doces como agrado dos "clientes" que meus pais adotivos que me jogavam. Independente da idade e sexo. Suspirei passando a mão no rosto e tratei de esboçar um arco nos lábios. - Está tudo ótimo. Afinal, estou saindo com você, amor. - Fitei a vista pela janela. Não era nada muito incomum da noite, só pelo número de pessoas que era bem maior, ao menos nas ruas. Os estabelecimentos pareciam permanecer cheios em ambos turnos. Não estava nem um pouco acostumado ao hábito diurno.

- Ah! Por que ficou surpreso quando te mandei mensagem? E quanto tempo faz que veio para a Coreia? - Perguntei afim de cortar o silêncio que me parecia agoniante, mas também não queria me tornar sufocante logo com a primeira pessoa a me tratar com cortesia. Talvez devesse melhorar meus modos em relação a ele também. Relacionamentos são uma via de mão duplam correto?! Ao menos deveriam ser, não? Enfim, gostaria de conhecer mais de Niels Seong, o estilista/cavalheiro que se esbarrou em um garoto de programa.
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Re: - COMPASS rose

Mensagem por Niels Seong em 27th Julho 2016, 2:55 am


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Desde a entrada no carro, Niels ficava atento sem desviar os olhos do percurso. Não sabia de certo um motivo especial que o deixasse descrever o que sentia ali. Cuidado, zelo e atenção para o horário, estavam parecendo soar com o mesmo significado.  Joohyuk, para ser mais exato :

- Mesmo dizendo que não conseguia ser formal Joohyuk, gostei do que ouvi. Sua voz soa muito bem. - O elogiou esvaiu tímido. Não que Seong fosse algum tipo de velho que ficava de vergonhinhas bobas de frente a mais novos como uma maneira que deixassem livres, as mentes para montar alguma opinião pervertida. Ele não sabia como dirigir um elogio a ele.  Sem uma ofensa como resposta tipo o áspero e frio ou então, os olhares que simulariam o efeito de dezenas de balas. Era a dita cuja curiosidade, que o fazia ter vergonha de não ter nem certeza de o que falava era certo e também, fosse algo que ferisse o ego alheio.

Pensou muito. Falou pouco.

- Obrigado. - Unicamente respondeu as palavras confortantes do garoto a seu lado, percebendo algum tratamento novo afixada em cada uma das expressões. Talvez fosse um simples deboche com o engraçado episódio do hotel, porém não. Não estava conseguindo interpretar por muito tempo daquela forma e estava começando aí sim se sentir um tremendo safado. Poderia ser uma brincadeira. Mesmo tido total compreensão a história de Ill Joo Hyuk, as chances daquilo ocorrer que tinha em mente eram, desconhecidas?

Resolveu apenas sorrir a cada vez que ele proferia por um curto tempo se fechando enrubescido e de braços mais rijos contra o volante. Parecia que o desejo de um silêncio depressivo foi atendido com sucesso quase estando anestesiado de felicidade. Entretanto, finalmente parecia vir mais uma coisa pela qual conversaria com ele. Apesar de ser um assunto ruim, é claro, ele estava realmente disposto a entrar na  questão mesmo que demorasse.

Niels não  gostava de falar de si mesmo. Preferia pular certas etapas de uma vida passada, ensejando que não acabasse ficando de uma hora para outra quieto, mas tendo dimensões do que  o mais novo fez se abrindo para um desconhecido que poderia ser muito bem um perigo, custava nada tentar :

- Eu… Só pensei que, não quisesse ter de se deparar com uma pessoa como eu que fez aquilo que fiz sem tentar segundas intenções. Um empecilho. Porém, quando o vi lá fora, sorrindo e com o rosto um pouco diferente do dia do bar, eu… - A frase ficou inacabada procurando um encaixe que não refletisse tão doce a ponto de querer fazê-lo vomitar ou imaginar que estaria saindo com um homem sem mentalidades do que seria um tempo ativo em relações ( quando se fala em Niels, não tem como esquecer os relacionamentos perturbados) e nem tão frio para que ele quisesse ficar aborrecido ou em outras palavras, supostamente entediado. Os dedos tamborilaram alto contra o material que revestia o volante. - Fiquei muito surpreso. Pois está completamente diferente do nublado. Bem, deixemos esta questão de lado. Não é tão importante saber disso, pois viemos para nos divertimos. Correto?! - Sua quietude abeirou o precipício ao pensar no tempo que estava em Seoul. Era claro que eram muitos anos vividos contudo, maldiçoadamente não queria fazer papel de besta :

- Hum. 12  anos. - As íris ficaram apertadas. Pressentia que poderia ouvir uma gargalhada e logo tendo probabilidade de risco, quis fornecer as devidas justificativas que não o pusesse em prejuízo e nem refizesse lembrar do que viveu em Mitte  :

- Vim para cá quando completei 19 e sabia pouco do coreano o que me fazia ficar sem sair. Como trabalhava como garçom em dois turnos para pagar um apartamento, fui me desenvolvendo no possível. - O carro fazia uma curva deixando uma visão convidativa e tranquilizante do parque.

A garganta se obstruiu sem tardar em ser aparada pela mão enquanto juntos, dirigiam-se ao acostamento :

- Já que estou aqui como seu humilde servo para satisfazer vossos desejos, do que gostaria de fazer primeiro por aqui? Como observei no outro dia, deve de  gostar de coisas doces. Podemos experimentar o que tem pelas barracas. - Disse Niels de uma forma sugestiva ao retirar a chave do encaixe pondo no bolso da bermuda já emperrando o braço contra a porta, enquanto se desfazia do cinto para sair. Não deu nenhum tipo de passo alterado para frente, pondo as duas mãos nos bolsos o aguardando veementemente também, para calcular o movimento. - Estamos em um dia de sorte. - Soprou inclinando o queixo.


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Re: - COMPASS rose

Mensagem por Ill Joo Hyuk em 27th Julho 2016, 9:56 pm

Flower Power
Niels. Esse nome e o rosto dele refletiu em minha mente por todo o esse tempo, desde quando nos encontramos sem querer. Mas que maldição, eu não sei porque estava assim, não que ele fosse uma pessoa ruim, mas estes sentimentos eram novos e era tudo muito novo para mim. Ouvir falar sobre e sentir são coisas, totalmente, diferentes e nem sempre o que é novo, é fácil de se adaptar. Só esperava que Charles Darwin fosse generoso e que sua teoria sobre seleção natural não fosse tão rígida a ponto de me causar a extinção.

 - Obrigado, Mr. Niels. - Sorri de canto, abordando um pouco de sarcasmo, mas não com ele, e, sim com a formalidade falsa que insistia a pregar. Aliás, a forma de que ele falou era tão fofa, remeteu-me a imagem de uma criança tímida ou uma menina que estava se declarando para o oppa, meu riso seguinte fora sincero. Não era todo dia que isto acontecia, na verdade, se não fosse pela noite em que nos conhecemos, faria anos que não teria dado uma risada verdadeira há anos, nem mesmo piadas sujas e filmes de comédia me arrancavam tantas gargalhadas ou sorrisinho tímidos como Niels. Eu teria de o mandar para NASA para realizarem estudos sobre ele, com certeza. Ele não poderia ser humano, é a única explicação para ele causar todas estas reações.

O silêncio entre nós se instaurou, novamente.

Passei a imaginar se não deveria ter peguntado tais coisas, talvez eu estivesse agindo como... como... como um namorado. Esta ideia me fez corar e reclamar com própria mente por ela ser capaz de projetar algo tão inadequado e idiota. Eu nunca namorei na vida, como poderia saber o que era agir como namorado e, apesar do selinho que roubei dele na última vez, aquilo com certeza não era agir como um. Mas o que eu acho que eu queria dizer com aquela ideia era que, talvez, fosse muito cedo para nos aprofundarmos em certos assuntos, apesar de para mim nada disto ter muita relevância, eu sempre falo quase tudo (ele não fala sobre adoção e pais biológicos). Estava prestes a me render e pedir desculpas por ter feito tais perguntas quando ele separou os lábios e então falou. Eu o escutei com tanta seriedade, ou ao menos, a segurei até onde pude, mas o que eu tinha ouvido, embora não houvesse motivo, me fez rir, e muito. Logo depois que a crise passou, eu pedi desculpas várias vezes até conseguir voltar a seriedade, o que foi um pouco difícil. - Niels... - Pigarreei. - ... na verdade, eu só te mandei a mensagem, exatamente, por isto. Você é a primeira pessoa que se deita comigo sem me tocar de forma perversa. - Falei, aquele assunto poderia ser delicado, mas eu já estava acostumado, então apenas dei de ombros. Mas meus olhos se arregalaram quando ele citou o tempo de vida aqui. E o que veio depois me deixou ainda mais chocado, não esperava que Niels tivesse passado por isto. Para ser sincero, sempre pensei que ele tinha sido o tipo de pessoa que vem do berço de ouro, mas bem, teoricamente, eu também vim do berço de ouro e veja onde estou. Onde estou, não estou reclamando de com quem estou neste momento, muito pelo contrário, eu gosto de estar com o estilista, ele é legal. - WHOAH! - Saber daquilo tinha me deixado ainda mais animado, e isso tinha feito com que despertasse ainda mais interesse sobre o passado dele. - Isso é incrível. - A animação na voz era mais do que evidente, talvez eu tenha até me empolgado um pouco demais.

Se antes poderia ter sido considerado animação... O que dizer então quando eu quase pulei sobre o motorista apenas porque vi um pedaço do parque? Hum? Apenas posso afirmar que fiquei com bastante vergonha e pedi desculpas pelo menos umas dez vezes. Eu poderia ter causado um acidente no trânsito e por fim o óbito de nós dois ou de um de nós dois. Imaginar fez meu corpo todo se arrepiar, jamais iria querer isso. Não, nunca, nunquinha. Até porque antes de morrer, tinha que colocar aqueles idiotas para apodrecer na prisão. E nem queria que Niels morresse, a primeira pessoa que tinha sido legal comigo e eu quase causei sua possível morte. Deuses, o que eu estou fazendo?!

Meu servo?! - Aniyo! - Entonei até um pouco demais. - Como você mesmo disse antes, viemos para nos divertimos juntos, Niels! - Não mesmo. Empurrei o ombro dele de leve, uma vez que o carro já estava estacionado, não queria causa o quase segundo acidente. Saí do carro logo após ele e dei a volta, parando na frente dele. Ele tinha uma memória incrível. - Observador você. - Ri baixo, puxando a camisa dele de leve. - Mas sim. Está tudo muito correto. Eu gosto de doces. - Sorri curto para o mais velho. Minhas bochechas estavam doloridas, logo não as sentiria mais. - E hum... Eu quero pagar como agradecimento pela última vez. - Saquei a carteira do retrato, indo até a bilheteria antes que o estilista o fizesse. Depois olhei para ele e não soube dizer se ele tinha achado audácia da minha parte, se estava achando engraçado ou se tinha ficado irritado, mas preferi não comentar nada. - Vamos?! - Uni os lábios e tirei os fios loiros que caíam sobre os olhos da frente do rosto.
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Re: - COMPASS rose

Mensagem por Niels Seong em 2nd Agosto 2016, 9:36 am


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Tudo que conseguia escutar, eram risadas que elevavam-se em diferentes graus e surpresas. Surpresas que ele não esperava, de um rapaz que usava e abusava do sarcasmo como um jogo de mesa ou então uma forma bastante peculiar de atrair quem estivesse a volta. Joo Hyuk soava para ele um pouco mais interessante. Não que a todos os momentos não apresentasse isso. No mínimo, eram detalhes demais para que Niels roubasse e observasse com cuidado o estudando e sabido disso, mesmo assim o fez. Um intelectual merecia algo que fosse um desafio para si próprio. Agradara-lhe muito que daquela vez um nós era escondido na frase. Mesmo sendo criado para ser alguém que  nunca necessitasse de um plural, era estonteantemente admirável observar que sua presença fizesse alguma diferença. Ficciosamente ou não.

Seus lábios se abriram ao escutar a voz do menor se erguer como uma escada a seus ouvidos já pondo o primeiro pé para arrancar. Contudo, o outro pareceu-lhe mais rápido. Mesmo que o loiro tivesse o chamado, Near não veria problemas naquilo. Ele o chamou e queria dar todo o conforto, mas desta vez sem o menor sentimento de culpa. Era simplesmente por querer. Entretanto, não reclamaria. Mesmo com o seu orgulho o alfinetando no fundo da hiperconsciência, não tocaria no assunto sobre dinheiro. Não queria brigar :

- É um pouco maior do que imaginava que fosse. - Comentou com o rosto de lado, pesquisando cada uma das barracas com as mãos nos bolsos alcançando-o a seu encalço permanecendo-se bem ao lado dele. As cores a volta arrematavam um grande sentimento de conforto, o que o soltava gradativamente para uma conversa mais saudável. Sua face se inclinou voluntariosamente procurando receber atenção do mais novo, ao fazer muitas tentativas de enxergar o próprio rosto na parte mais escura das íris :

- Algum brinquedo em especial? - Perguntou agradavelmente não fugindo do mesmo timbre. Diferente de antes, um sorriso era existente. Bem puxado ou talvez muito dramático a quem fosse viciado em novelas. Se fossem outras pessoas, com certeza o chute seria para um falso. Porém daquele rosto nada muito espantoso era capaz de ser notado e conforme via que ele expunha sempre a opinião, também quis se mostrar bastante aberto e sem egoísmos :

- O céu parece ser bem convidativo. Podemos ir vê-lo?! - Por um instante, fitou as nuvens lutando contra as investidas da luz solar. - Ah. Se não passar mal ou algo do tipo. - Agora o próprio estilista riu da frase. Não debochado. Só era complicado imaginar que talvez Ill tivesse medo de altura e como sentia sua frase inapropriadamente vaga, recorreu a fixação  

Conclusivamente também esplainou curiosamente o que eram servidos e então voltou a fitar as bordas irregulares naquele ângulo do garoto, que o deixavam mais bonito :

- Depois de provar algo. O senhor estava tão surpreso no carro com a visão que quero sim que me apresente coisas novas. E não aceitarei um não como resposta. - Novamente as curvas depressivas de sua boca, se moldaram deixando os pés mais folgados e propensos a uma caminhada tipicamente lenta. Proveitosa ao seus olhos, já que não se cansava de ver os realces da tarde. Vezes ou outras, Niels vergava com o rosto de forma discreta afim de assistir as expressões do garoto :

- Então, Joohyuk. - Pausou dando tempo para que apagasse os vestígios faciais de que estaria o observando, tornando a encarar as fachadas. - Como foi a sua semana?


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Re: - COMPASS rose

Mensagem por Ill Joo Hyuk em 11th Agosto 2016, 11:49 pm

Oh! Fun
Niels Seong. O quão o dono deste nome estava fazendo diferença em minha vida? Acredite que era muita. A começar que, mesmo que eu tivesse parado em relação a me prostituir, conhecer Niels só tinha reafirmado esta ideia, a noite qual nos conhecemos teve, inconscientemente, um grande valor apara mim, valor que levaria comigo pelo resto da vida, junto com Niels. - Acho que isso é bom. - Virei-me para o estilista e me aproximo. - Gosto de coisa grandes. - Ri, mordendo meu lábio inferior e o lançando uma piscadela. Acho que aquilo não iria o assustar, na nossa primeira noite já tinha soltado coisas como aquelas. - E eu acho que temos um campeão bem aqui... - Sussurrei, colocando a destra sobre o abdômen dele e fingi descer a mão na direção de seu órgão, mas apenas a recuei antes mesmo de chegar ao cós da calça, porém eu podia definir agora que Niels com certeza não era nenhum pintinho em fase de crescimento.

Estava de fato encantado com o novo, com exceção da quantidade absurdas de pessoas que dificultavam um pouco a transação, mas as luzes que conseguiam ser atrativas ainda que claro me captavam a atenção e sorrisos singelos, quase me fazendo se esquecer de Niels, mas era impossível, pois os brinquedos que via, fazia com que a imaginação fértil nos projetasse juntos em casa um deles. Automaticamente, e sem perceber, a mão recuara, indo na direção de Seong e pegou a dele para que não me perdesse dele, embora ele fosse alto, eu era baixo e poderia muito bem ser perdido das vistas dele em meio a toda quantidade de gente. - São muitos... - Respondi, fitando suas íris, que eram tão belas, com um pedido de ajuda. E foi quando reparei em seu sorriso, era tão belo e encantador. Queria ter visto este fenômeno mais vezes. Ao ouvir falar do céu, toda a minha concentração foi para o manto azul e logo depois para o dono da voz que soava tão agradável para uma música clássica, de r&b ou até mesmo de ninar. - Acho uma boa ideia. - Respondi, percebendo então a duração do contato que tinha começado antes com ele, ainda não havia sido desfeito, nem o desfaria, esperaria para observar a reação do estilista para com.

Meus olhos se estreitaram enquanto minha mente funcionava, tentando perceber ao que ele estava se relacionando, mas deixei para o perguntar pessoalmente. - Foi comum até falar com você, Niels. - Sorri - E a vossa? -. Puxei para mais para o canto para que saíssemos mais do barulho e do meio da multidão logo após o questionar aquilo. - E o que seria essas coisas novas, Niels? - Perguntei enquanto fitava nossas mãos ainda dadas e deixei os cantos dos lábios se esticarem da forma mais discreta possível. Não sabia o que era, mas por estar vindo de Niels, deixava as coisas ainda mais... excitantes, nunca se sabe o que virá dele.
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Re: - COMPASS rose

Mensagem por Niels Seong em 15th Agosto 2016, 2:12 pm


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O parque começava a mudar Seong mais uma vez. O esperado para uma pessoa inconstante como ele. Escutou o comentário do outro inclinando o queixo momentaneamente concordando com a cabeça enquanto fitava as outras pessoas a sua volta.

Não demorou muito também, para receber outras respostas. Agora carregadas de certo veneno inofensivo a si tendo ideias do primeiro ocorrido, contudo tivesse até graça. Ele não fazia muita ideia do quanto de altura o menor teria, mas conseguia enxergar a mão pálida se aproximar do peito fazendo-o com que se enrijecesse encolhendo os próprios braços contra o tronco retirando uma das mãos do bolso para alcançar a alheia. Inibiu-se a abaixá-la quando notou a desaproximação não abeirando o cós de sua bermuda dando um sinal afirmativo com a face enquanto conferia o relógio metálico preso ao pulso.

Novamente sentia aquela mesma pressão convergir no entanto, uma de suas mãos realmente foram pegas e entrelaçadas. De primeira, evitou olhar apenas apreciando o palmo e muito descritivo, percebeu que as duas eram bem cuidadas. A modo de sentir sua garganta obstruir e o estômago revirar :

- Algum problem… - O sussurro baixo o fez acordar novamente fazendo um sinal de negação com relação ao público. Ele trabalhava a noite. Normal durante uma tarde clara e aglomerativa como aquela se portar assim.  Near admirou as palavras por apenas alguns minutos e seu semblante francamente perdido :

- Não. - O encorajou com uma expressão tranquila, quase que lerdo demais para quem instantes antes se impunha tão decidido a seguir o menor. - Não para nós. Tudo bem?!  Vamos para alguma parte que fique nós dois.  Eu não quero que se incomode com um detalhe mísero como este. - ” Correção : Eu não sei se vou ver você depois. Preciso que isso saia direito.“

Ill o puxava para se livrarem do forte movimento fazendo com que o homem repousasse  a mão livre contra um dos ombros o dando cuidado para que não caísse.

De alguma forma ao ouvir aquela frase, Niels atribuiu um olhar recluso, mas que incumbisse entre ambos. Contraditoriamente não sorriu entretanto, deu um aperto que não machucasse o outro até de uma maneira que este sentisse conforto como quando o abraçou no hotel. Supostamente era a primeira vez que aquilo ocorria cruamente assim a frente de outros olhos. Mesmo que já tivesse saído com outras pessoas, via que não poderia deixar o papel de alguém que quer cuidar como as preocupações da estação a alguém que só pensaria em ir se divertir. Mesmo que não houvesse nada demais, Niels ganhou medo a aquele ”normal” em se referia a semana. Para o fotógrafo que ouviu poucas coisas, nada ali lhe batia com; normal, rotineira, mesma coisa de sempre, costumes ou outra bizarrice que descrevessem os misteriosos dias do outro. Joohyuk não merecia aquilo a seus olhos. Se fosse um garoto que visse a chance perfeita em pequenas brechas de convencer alguém a dar o que queria, seria compreensível a expressão usada. Mas não ele. Não aquele menino. Ainda via sorte de não ter encontrado nenhum hematoma ou cicatriz.

Explodia só de pensar.

O mesmo tomou ar, trocando o contaminado dentro de si para o que transitava segurando-se para não ser novamente o mesmo intruso ao tocar em x assuntos de maneira indevida :

- Não consigo me recordar de nada dessa semana, agora que coloquei meus pés aqui. - Disse vendo como única escapatória a questão. A energia contribuia muito para que não se desequilibrasse entre o extremamente curioso ao friamente aborrecido. Sempre envolto de suas contradições.

As pálpebras piscaram por um momento também descendo o olhar as duas mãos. ( Já se vendo fora da zona de perigo ). Não esperava aqui de tal modo, que todo o tratamento que estava levando em conta com ele se dissolvesse em seguida desaparecendo como algo que realmente não existisse :

- O que quiser me mostrar, Joohyuk. Não sou nada para exigir coisas de você. Já fico muito agradecido ao ver que confiou em mim em falar um pouco da sua história. - Pausou tomando tempo esperando explicações que o impedisse de pensar entretanto, nada cessou. -  Se eu não estiver errado, isso já começou. - O dedo polegar acariciava o dorso da mão alheio sob quaisquer  olhar mediante a situação. - Para os dois. Confirma isso?! - Sua voz se alterou quase traiçoeira para a ocasião. Poderia estar se enganando com o garoto. Como com qualquer pessoa. Olhou os fios claros que ocultavam grande parcela de seu rosto fazendo com que se aproximasse furtivo curvando quase que impercebível, a coluna.


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Re: - COMPASS rose

Mensagem por Ill Joo Hyuk em 31st Agosto 2016, 2:25 pm

Oh! Fun
Desde o momento em que nos encontramos coisas começaram a acontecer, ao menos para mim. Era aquele sentimento estranho mais uma vez. A vontade de estar ao lado de Niels, não sabia o motivo disto acontecer. Simplesmente acontecia.

Era meio estranho imaginar de que coisas assim poderiam estar acontecendo sendo que só tinha o conhecido e falado pessoalmente com este uma noite, e nem fora proposital de ambas partes o ocorrido. Mas agora estava aqui eu em um parque com a ilustre companhia do estilista, de longe reclamaria disto. Nem um pouco. Nunca. Never. Estava adorando passar este tempo, ainda que relativamente curto, ao lado do maior. – Não? – Estranhou o fato daquela palavra negativa escapar dos lábios finos e que tanto me pareciam apetitosos. Queria provar. Não podia pensar naquilo. – Desistiu da montanha? – Perguntei em quase extrema curiosidade se algo tinha acontecido ou se por algum acaso tinha alguma espécie de compromisso qual havia esquecido.

Aguardava a resposta em silêncio, deveria o respeitar, não apenas por ser meu hyung. Eu não ligava muito para coisas como estas, mas sim por ter me respeito, talvez tivesse sido a primeira pessoa a fazer muitas coisas positivas ao que se dizia a minha pessoa. Near realmente estava sendo único. E isso estava me fazendo avançar em um sentimento nunca antes experimentado, estava no escuro e minha única força guia era Niels Seong. Senti sua mão se fechar mais contra a minha e o fitei de modo mais sereno e compreensivo, sem qualquer tipo de brincadeira, sentia que o assunto estava tomando um rumo mais sério. Ele estaria bravo comigo? Eu não sei dizer, é de difícil compreensão a leitura facial de Niels, uma vez que ele apresenta a mesma fisionomia para vários tipos de sentimentos na maioria das vezes. Ou ao menos enquanto estava com ele.

Sempre galante. Meus olhos se estreitaram após um suspiro que levou consigo toda a tensão anterior e sorri minimamente. – Eis sempre assim? Como um cavalheiro de conto de fadas? – Ri de canto e o lancei outra piscadela. – Poderia muito bem interpretar isto como uma “cantada”, Niels. Por acaso está fazendo isto? – Brinquei mais um pouco, mas a fala seguinte dele me fez pensar um pouco porque ele se diminua assim em relação a mim, não que ele estivesse se colocando como inferior, ao menos achava que não. Mas pensava que talvez ele não achasse que tivesse alguma influência sobre mim de algum modo. Caso fosse, ele não poderia estar mais enganado. Niels bobinho. Meus olhos seguiram o movimento dos seus e notei que ele observava os dedos atados a um nó gentil e que seu polegar acariciava a minha pele. Minhas bochechas enrubesceram um pouco e lentamente guiei o olhar para cima, deparando-me com as íris dele sobre minha face. Engoli seco procurando algum meio de me tornar mais confortável com a situação, mas suas palavras não colaboravam, muito menos aquela aproximação. Mas que merda. Eu não queria fazer isso, não agora, tinha medo que ele me achasse atirado ou algo assim. Aliás, eu era um garoto de programa até dias atrás, porque não ir atrás de um rapaz como Niels, não?

Respirei fundo até me entregar à aquele momento. Minha mão largou a dele e ambas foram parar em sua nuca, enquanto meu corpo se aproximava com cuidado e meus pés deixavam o chão parcialmente, sustentando-me apenas com as pontas destes e colei meus lábios aos dele. Meu deus, o que estava fazendo? Estava provando de Niels e era bom. Eu estava gostando e muito. Os dedos se permitiram a acariciar a pele alheia enquanto os lábios passaram a se movimentar com cuidado e calma, já o coração parecia querer bombear mais sangue com oxigênio mais do que o necessário. Pude ouvir um pequeno estalo quando os lábios se separaram e aquilo me fez despertar dos desejos. Soltei a sua nuca e pisei no chão por completo enquanto fitava o mesmo sem saber o que fazer pela primeira vez na frente de um rapaz, não, rapaz não, de um homem.

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Re: - COMPASS rose

Mensagem por Niels Seong em 12th Setembro 2016, 2:29 am


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 Talvez agora ele não estava sendo espetacularmente observado até novamente perceber na insistência em que o menor tinha contra si. Niels também não fazia ideias do que sua cabeça martelava aliás, seu senso de investigação havia se extinguido por completo dentro do carro. Estava feliz por isso :

- Acho que sim. Espero que não tenha sido de mal gosto. Não tenho o costume de ser indireto com o que penso. - Falou como se fosse para ele próprio porém, fitando o rosto do loiro incrédulo com a própria frase. Niels nunca soube como conseguiu ter relacionamentos. Não frequentou o primário e uma parte de seus estudos não exigiam uma sala de aula com direito a colegas, horário de intervalo ou bolinhas de papel. Ele era uma relíquia do que era uma educação caseira. Engraçado ou não, seu ego dizia que era inútil entrar naquela questão :

- Com o que me interessa, sim. - Respondeu com um sorriso recém-desperto por causa das reflexões também soltando o timbre extremamente alemão. Estranho em uma causa daquelas, ressuscitar o sotaque e ter dificuldades de fonologia com um idioma que se adaptou a falar (mesmo que pouco) de desde os 19 anos. 

Ouviu um barulho que o fez se atentar, assustando uma das mãos ruborizadas para tornar novamente a perguntar sobre o estado do outro até sentir algo o inibir de trocar palavras. Só se lembrou então, do rosto ter se aproximado e sentido um calor convergir a quase cinco dedos abaixo das pálpebras. Era Joohyuk que estava ali. Uma visão mítica e irreal, talvez somente algum escritor saberia arrancar da tinta de uma caneta, o que descrever e infelizmente, o teuto-coreano estava longe disso. Plutão talvez era, a sua nova localização mental. Aquilo o animou de forma crua. Sorriu entredentes se perguntando o motivo, mas de nenhuma maneira saiu de perto dele. As mãos que percorreram a sua nuca e um frio bateu até a altura dos braços. Poderia fazer muitas coisas, mas sua cabeça pensou em apenas sentí-lo. Ele era doce e azedo. Confuso e fácil de se entender. Um eulírico ou um informencial do que era a figura loira e despreocupada que o esbarrou no outro dia. Muitas coisas, com certeza. 

A todo momento estava do lado. Próximo ao mesmo tempo que relutava em não ir distante ao que pensava.

Um de seus braços finalmente repousaram sem jeito dado a comodidade contra os dele, acariciando melindrosamente separando-se atento. Suas iris dessa vez sim, jorravam luzes surpresas e mais brilhantes que o habitual.

Niels permitiu-se encarar em peso o menor não dando importâncias ao seu altruísmo. Não estava mais tendo dúvidas. Nenhuma para falar a verdade. Nada impediu para que mesmo assim respirasse procurando algo que não deixasse ali a embargo de só olhá-lo. Seu corpo então se virou bruscamente organizando a sobrecarga descontínua que novas ideias o farfalhavam, passando a acariciar a face do outro com o peito pálido da destra enquanto sua canhota ia se apontando para o outro lado em que olhava. Em uma preliminar de seus dedos, pôde definir que ele era realmente muito mais jovem do que pensava. Quando o dedo então tocou seu queixo, sentiu ofensividade a seus traços o fazendo dar um passo para frente. Insistiu em poucos segundos até tocar com o anular a região inferior da boca e seus dígitos prontamente o atenderam fornecendo que, o gosto era realmente saboroso e muito alarmante segundo sensores inexploráveis. Uma nova releitura em tampouco tempo. Isso foi mais que suficiente para que ele suspirasse ainda mais pesado, beijando o topo da cabeça do mesmo encostando os dedos próximos aos fios loiros. Ligeiramente lisos. O palmo desceu entre a pequena fenda que os dois corpos faziam juntos pegando na mão alheia, entrelaçando com mais força como antes não dando tempo de se explicar assumindo certa confusão em sua cabeça :

- Vamos para a roda gigante. Antes que anoiteça. - Parafraseou varrendo a região com um olhar fechado procurando guiá-lo a uma pequena fenda de pessoas que haviam por perto apontando centímetros de seus pés para a entrada do brinquedo. - Vamos pegar um que esteja vazio. Não queremos ouvir estes gritos aleatórios daqui de fora. - Completou como se visse grande necessidade em justificar mal tendo tempo para permanecer-se parado. Ansioso e ponderado. Eram como se quisesse manter controle ou a um pulo de sair do compasso que mantivera :

- Por favor. - Murmurou com as mãos próximas a porta, deixando os nós dos dedos bastante escuros de irritação. - a fragilidade as vezes o atacava, devido aos genes. - fez um sinal positivo com o rosto para que o menor passasse após sua entrada, fechando-a em seguida enfiando as velhas mãos nos bolsos. Ficou um tanto tímido novamente de uma hora para outra, não compreendendo o seu tamanho gosto de ficar a sós com ele e pensou ; Não vou fazer o que fizeram em lugares assim. É estranho. Mas era lógico que isso sumia quando percebesse que, precisava ir se sentar. Deixou um intervalo bem curto entre as quatro coxas unidas. Mais que suficiente para que demantessem bastante confortáveis. Demorou muito para que ele despregasse os olhos dos dedos alheios para fitar a passagem do céu :

- Me desculpe, Joohyuk. - Timbre incessante e grosso. Os dedos buscaram do outro repousando contra a própria perna encapada pela bermuda e o rosto que involuntariamente descia e subia revisando entre a paisagem dele e a miragem de fora. Foi no fraco minuto que conseguiu se sentir completamente desarmado, deixando o nariz patentear em uma região pouco característica de atração sendo o maxilar, encostando os lábios suavemente apertando os dedos contra os do outro, piscando os olhos procurando alcançar os lábios alheios. A própria boca se espremeu receosa para o que iria fazer contudo em muitas discussões sozinhas, Niels ganhou uma nova ideia. Vida seria algo que ele vinha buscando completar pouco a pouco a cada ano, depois que tentou se matar. Poderia se lembrar da casa trancada, do cano escuro do gás estourado, das lâmpadas acesas a pedidos que irrompessem uma explosão seguido de um incêndio e a cadeira virada da sala com uma corda amarrada sob o teto. Imaginava, porque desmaiou diante da imagem, o porque convulsionou no chão quando os vizinhos tentavam arrombar a porta para que a emergência passasse, o porque de ter saído do hospital bem, a vontade de mudar e abandonar o quarto grande e sozinho. No fim de tudo aquilo teve o pulso firme de arquitetar estas coisas e agora também, o que seria essa nova e ilustre chance de se deparar com um rapaz muito mais novo e inteligente, que outrora guardavam coisas ruins que talvez só lhe fossem descobertas por terem realmente bebido e que muito ainda também lhe pareceu como tarde de outono? Uma situação completamente esquisita, todavia parava para pensar que Niels realmente precisasse daquilo dali em diante. 

Seu coração palpitou forte fazendo com que despertasse em um susto entretanto sem alarmar o físico respirando com profundidade a ver a faixa delineantes das cores do céu :

- Eu preciso que fique aqui. Depois que pensei em algumas coisas. - Os glóbulos oculares se recusaram a vê-lo até mesmo por aquele mesmo som naturalizado de Mitte ter voltado de maneira inerente. - Você poderia ir embora. Não estar mais com eles. E-Eu não quero, é difícil de aceitar uma coisa dessas. Venha comigo. Acredite, sou alguém tão só e que não traria parcelas que o atrapalhassem. - O reflexo que se fez imaginando ter atenção, conseguiram fazer sua garganta se fechar e os beiços se branquearem secos. O queixo se ergueu a mão entrelaçada e o tecido da blusa ganhou movimento a uma arfada totalmente descarregada. Talvez Seong apartaria um ataque ali mesmo, segurando com possessividade. Não. Mil vezes não. Por que coisas assim ocorrem sem planejarmos? As surpresas lhe eram boas demais, para que seguissem um curso. A face se virou difusa e suspendida como a quem fosse passar a ser o ouvinte com a musculatura facial incomodada.


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Re: - COMPASS rose

Mensagem por Ill Joo Hyuk em 15th Outubro 2016, 3:00 pm

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Ainda incrédulo de o ter beijado, meu esboço projetava a vergonha e o acanho de realizar qualquer atividade que necessitasse de uma aproximação perigosa entre mim e ele. Ainda dava para sentir sensação da pressão e o gosto de seus lábios. A sensação de segurança, felicidade e carinho, ou quem sabe amor, que Niels era capaz de transmitir.

As coisas ditas pelo estilista tinha feito com minhas bochechas tomassem como características a tonalidade de rosa e o fitar meio que desconcertado. - O senhor veio hoje na mais pura intenção de me fazer ficar com vergonha? - Sussurrei tranquilo, embora o coração bombeasse o sangue com um ritmo um pouco mais agitado do que o normal. E depois disto veio o beijo inesperado da minha parte. Eu ainda me perguntava se Niels daria um chilique na moda egípcia, porque cá entre nós, ele não aparenta gostar de ser o centro das atenções, ou se simplesmente me abandonaria ali. Mas ele ficou e me olhou de uma forma diferente, deixando meu rosto ainda mais quente e rosa do que antes. As pálpebras se fecharam para uma apreciação maior do gesto carinhoso em minha face, mostrando-lhe também o total liberdade para o outro.

A cada pouco eu ia me encantando ainda mais com Niels, assim como ele conseguia tirar cada vez mais um sorriso de mim com grande facilidade.

E nem segundos abertos desde a última vez, os olhos se fecharam de novo. Near estava me deixando bastante desconcertado com aquela situação. Não que estivesse achando ruim, sentimentos bons e sensações afloravam em meu peito, mas era a primeira vez que era tão mimado desse jeito. Ou devo dizer segunda vez?

A respiração ainda não estava regularizada, mas dava para não ter uma parada cardiorrespiratória, por enquanto. Segurava a mão dele com carinho e agora sua pele parecia mais quente do que antes, era um calor confortável. Como aquele na noite em que dormirmos no hotel. - Nae. Vamos. - Respondi sem tentar deixar qualquer transbordar, eu não poderia ficar todo menininha assim de uma hora para outra, ou podia? Niels realmente é alguém com alta influência sobre mim. Entrei e o agradeci, ficando em um dos extremos para observar a vista, ainda que não tivesse nem há cinco palmos do chão. A verdade era que estava nervoso em ficar ali com Niels. Minhas costas já começavam a suar frio. - Hum? - Pisquei os olhos algumas vezes e virei o rosto na direção do mais alto quase que de imediato ao ouvir a sua voz. Mas notei então que ele se aproximava e a tranquilidade recém reinstaurada, já havia indo embora. Os toques em minhas fizeram a barriga gelar e toda aquela aproximação amoleceu meu corpo, estava livre para o meu acompanhante. Entreabertos, os meus lábios apenas esperaram o contato com os do outro, algo que não veio de imediato, então levei a cabeça um pouco mais para frente e o beijei, estava pedindo por isto desde o primeiro beijo. Minhas mãos se fecharam nas dele e um suspiro saiu. - Niels... - As íris passaram a captar a imagem do homem a minha frente um pouco depois.

- Fi-ficar aqui? - Não estava mais conseguindo o compreender com tamanha clareza. Maldito sangue que insistia em correr para o local errado. Os olhos se arregalaram com aquela oração. Como assim o Niels estava me chamando para morar com ele? Era uma coisa muito repentina, digo, não é como se ele fosse representar alguma ameaça para mim, ou eu para ele. Esperava que não pelo menos. Nunca tive medo de dar alguns tapas nos idiotas que usavam a minha casa, mas morando com ele, não seria um risco? - Ni-niels... - Engoli seco e de repente parei para analisar o nada. Estava com mil coisas passando pela cabeça naquele exato momento. - Ma-ma-mas e você? Não é perigoso? - O olhar se tornou cabisbaixo e suspirei tristonho. Não queria que anda acontecesse com ele, e não queria ser a desgraça para alguém me tirou desta.
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Re: - COMPASS rose

Mensagem por Niels Seong em 21st Novembro 2016, 11:19 pm


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Quando finalmente as sílabas do garoto compactuam em algo que Niels pudesse se apoiar para argumentar, houve um vazio a invadir cada escuridão escondida dentro de seus dois pares de olhos. Houveram lágrimas ao que pensava que fosse acontecer se desse um passo atrás no que segundos atrás tinha dito - ele quer isso, deve isso, precisa disso -, ele estaria se deparando com o que seria a gravidade da palavra perigo. O dicionário, jamais apoiaria a cadência violenta de palavras ao tentar descrever o que estava ocorrendo. Dentro dele, uma cascata estava descendo sem perceber - eventualmente - a um abismo que desejava se jogar. Desde então, não se conteve de procurar um espaço vazio e especial em meio aquele buraco cúbico para que pudesse refletir. Qualquer coisa que fosse confortável ao rapaz - desde do que aconteceu quando nasceu a agora, preso dentro de um brinquedo com outro homem que pudesse tido feito atrocidades ao saber do que era e de que também, notado os atributos físicos e linguísticos-, mas todos os vácuos estavam sendo preenchidos até voltar para a face lisa, juvenil e preocupada do outro tomando um susto ao enxergar os escudos oculares,  devolverem a mesma emoção acelerada de seu reflexo. Joohyuk, você está sendo a coisa mais vazia e mais transbordada que vejo por aqui. 


Os cílios desnivelados piscaram enquanto manteve-se reféns da voz alheia. Sua boca suspirou algo, mas já era inaudível de se ouvir comparada a enormidade que estava dando começo. Os dedos fielmente tentaram acalmar ao que pensou ser uma tremedeira, deixando a última saliva terminar de escorrer pela garganta antigamente seca :


— Agora que está sendo perigoso. - Corrigiu em um tom de voz calmo embora ainda estava percebendo que pouco a pouco, o poder da sonoridade ia desaparecendo. Uma batalha cruel travada entre dar atenção aos lábios ou ao conjunto facial dele, mexiam seriamente com o psicológico do teuto. Joohyuk estava recusando a olhá-lo - compreensivelmente- , mas era Near que precisava se culpar. Ele mesmo havia sido intrometido em oferecer-se a um ato que não deveria ter feito; Tirar uma foto da fachada da estação de trem de Seoul. —  Porque estou fazendo isto pela primeira vez sem me certificar se a um risco ou não. - Os dedos quentes de puro nervoso, com os mesmos batimentos cavernosos das veias escondidas nos músculos igualmente chamativos, repousaram abaixo das pálpebras do garoto acariciando a textura sem questões de temor. Um suspiro o abandonou um pouco mais íngreme do que esperava ser capaz de soltar. Desceu para as bochechas circulando calmamente, enquanto foi mirar num passeio curioso, a paisagem; o vidro liso marcando por cima dos raios alaranjados e fracos da despedida do sol, gotículas de chuva se estendendo chorando contra a maciez fabricada horas antes na saída das seis da tarde. A cor enfeitou a camada de pele exposta do maior e realçou os traços do mais novo deixando uma composição bonita de salmão ganhar vida saudavelmente e mais tarde amadurecendo num bege autoritário :


— E não estou dando a mínima para isto. - Explicou. Quando Niels fora novamente olhar o menino, lançou ambos os braços o confortando para próximo de si. Ele não imaginava que fosse capaz de desenvolver raiva e ódio. Dois sentimentos como estes já haviam sido abandonados quando se deparou com a grande mudança de vida. Mas estava enganado. Sempre estava. — Eu quero pelo menos pensar que não precise usar o kakao talk outra vez, porque vai estar do meu lado para falar isto. Que vou poder vê-lo eu não sei, caminhando pela casa? Mesmo se não estivesse fazendo simplesmente nada. Isso já seria mais confortante o bastante para mim. - Propôs. E então, o mais velho chama a atenção dos garoto para o vidro, passando a ponta do polegar morna sob o vidro cruzando o caminho que a gota fazia até cair no esquecimento. Repousou lentamente a face contra o estofado suspirando com amargo fechando os olhos em uma torcida dura de lábios. Severo, Near apenas o fitou enquanto observava a paisagem indeciso entre ser fiel às linhas do pôr-do-sol contra a pele aos poucos sendo amendoadas do menor :


— O clima também é propício, para um sim. - Riu depois de um tempo de silêncio ter sido respeitado.

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Re: - COMPASS rose

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