[AVALIAÇÃO] Yoon Hwan Gyu (Hwangyu)

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[AVALIAÇÃO] Yoon Hwan Gyu (Hwangyu)

Mensagem por Il Jae Woong em 14th Maio 2016, 1:01 pm



YOU,YOU ▽
Dia três de Março. O tempo está razoavelmente frio, o céu está fechado, e a temperatura é baixa, porém não chega a ser extrema. As avaliações começaram às 08:30 da manhã e seguiram até às 05:30 da tarde. Na bancada de avaliadores estão: O CEO, a PD Kyung Ah Rin e o compositor Hae Gong Woo. 

Local: Auditório da Moon-J Entertainment

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Re: [AVALIAÇÃO] Yoon Hwan Gyu (Hwangyu)

Mensagem por Il Jae Woong em 14th Maio 2016, 1:52 pm

Well, now that extravagant myth no longer existed, the ugly thing was the true one, and she was alone. It was impossible, with dignity, to be anything but alone
A fila para o auditório chegava nem perto do que estava acostumado, apesar de que dali eram diferenças óbvias. A primeira era o cubículo onde costumava treinar. O ouro da árvore parecia cortar com facilidade  a janela do quarto todas as vezes que treinava diferente dali, que era um cenário sério  desde o branco das paredes aos gigantes vitrais transparentes que enfeitavam cada elevação dos andares. Até também por ser em sua casa sozinho, ficava livre de outras intervenções humanas.

Hwangyu além de tudo sentia-se diferente : Estava mais nervoso que o normal coisa que para alguém que o conhecesse, saberia de cara que este sempre teve uma dualidade quando se tratava de fazer as coisas.

Os copos de café que pegava sempre a cada cinco minutos, pareciam vibrar com a tremedeira nervosa de suas mãos. No seu peito, a plaquinha com o número 45 - seu respectivo número de posição - estava sob relevo com o grande blazer cor preto.

Como sentia vergonha ao depender daquilo. Tocar piano nunca foi seu problema, mas tinha receios ao enxergar no fim do corredor longo e estreito, os mais experientes jovens cantores saírem ora dando risadas ora dando altos berros de decepções ao saber da desaprovação dos superiores. Se já vendo a situação daqueles que desde muito novos dedicaram a aprender, o que esperar de um ex-jardineiro? Uma terrível  incógnita  para qual seria o seu resultado.

Para ressaltar ainda, os superiores que irão o avaliar, seriam justo os que nunca havia visto na empresa. Culpa do seu conceito perdido de socialização.

40. 41. Choraram. Ele tremia. 42. 43. Sorriam terão um lindo futuro. 44. Boa sorte.

Os pequenos e finos olhos pareciam fechar-se já úmidos crentes num deslize. Era pessimista demais mesmo que poderia ver alguns o apoiando. Tudo em favor daquele cenário tão morto de fortes emoções.

Dedos estalavam e a língua parecia querer enrolar. A abertura da porta revelava um cenário completamente escuro  o que fez sua barriga dar uma leve revirada. Suspirou relaxando os ombros a espera de que o outro a sua frente saísse.

Nem ao menos podê ver o rosto do anterior e já fora empurrado com a mão auxiliadora para dentro da sala. Sua face  virou para frente aparando-se diante a um majestoso piano que se encontrava pouco distante do centro em razão de todas as pessoas que foram antes a sua posição :

” - Você já sabe o que deve fazer.”

Uma voz assim escoava o  despertando de um transe temporário. Não enxergou a sua origem com a quantidade de luzes dos refletores espalhados a redoma do palco que estavam envoltos a sua presença. Ainda tremendo com forte pressão no peito que queimava de frio, deu uma reverência com a mão direita sob a curva do abdômen  em 90 graus assim como lhe foi ensinado por meio de reguadas nas costas durante o curto tempo em que foi um colegial :

- Trainee 45, Yoon Hwan Gyu de 20 anos. A música que performarei para todos os senhores, se chama You, You. (The Stray)


Tossindo com força e de punho fechado escondendo as vibrações fervorosas do medo, recuou para trás lentamente  puxando o pequeno banco  sentando-se  com atitude enquanto desatava o grosso nó da garganta. Seus dedos compridos e pálidos, estalaram percorrendo cada uma das teclas puxando o ar por uma última vez :

“- Você vai conseguir. “

Seguintemente  deixou a sombra do peito ocultar as primeiras notas aprofundando com as pontas avermelhadas dos dedos permitindo que escapasse um som agudo que em apenas segundos, foram capazes de preencher todo o auditório.

Manteve-se assim até atingir a terceira nota suave deixando com que o timbre brando se manifestasse  no primeiro verso :

“Haru jongil jibe nuwoseo
Jeonhwagiman bogo issjanha
Nae meorissogeun ne saenggakdeulloman jjayeojyeo isseoooo”


Na última palavra, Yoon puxou gravemente o o por cinco segundos pendendo com a face para frente de olhos fechados.  Seu timbre de início em questão, era bem calmo, harmonizando com a melodiosa nota escorregadia das teclas do piano.

Nestas circunstâncias mesmo que fosse uma prevenção, via-se também beleza aos fios castanhos caírem a frente do rosto.

O segundo trecho exigia mais aparência. Algo como um espelho que transpusesse neste caso, o seu vocal potente. Suas costas relaxaram para trás enquanto ainda, a sua cabeça deitava para o lado mais sombrio do palco com os braços dobrados :

“Nal chajji anhado johahaji anhadoIjeneun neukkil su isseo
Baraboji anhado
Dareun saramege maeumeul jwodoIjeneun gyeondil su isseo”

Hwan já parecia modificar a forma de pronunciar da última palavra estendendo até cumprir um tempo favorável de vinte segundos sentindo a sensação do sangue pulsar com mais força no rosto. Transformou o grave para rouco aproveitando para tomar fôlego ao se calar. Maquinou com ambas as mãos, mais próximas a altura do tórax tocando com mais energia as regiões esbranquiçadas :

“ Eoduun banganeseo honja issneun na geurigo ha
Nega bulleojuji anhado nan (gwaenchanha nan gwaenchanha 2x)”

Sua voz desta vez soava entristecida com uma atuação séria, mas acanhada de seus ombros se reprimindo no momento que puxava os ha’s ficando cabisbaixo. Na música, era uma das partes mais tocantes. A proposta era mesmo trazer voltado ao sensibilismo vagueando contra esta metrópole das músicas em sua maioria, mais dançantes. Sua meta primária era trazer além de tudo, as lembranças.

De repente, a garganta engoliu seco voltando a pose inicial com o olhar fixo aos movimentos administrados pela mão preparando-se para o quarto trecho. No minuto que inspirou, seu blazer fez um relevo rápido bombeando com rapidez a energia vocal para as cordas :

”I banganeseo neowa hamkkehan chueokdeul
Jakkuman saenggagi naseo
Maeumi himdeureo da algo isseo
Kkeutiraneungeol”

Passados em sua maioria o piano de fundo bem baixo arrematando um som pesado, Hwan inclinou a sola do sapato com as pernas paralelos do acento passando a marcar os ritmos em baixas batidas.

Numa tentativa de fitar o CEO, o pianista ainda que muito persistia, recebeu  o breu como resposta  ficando progressivamente rubro de vergonha. Ergueu o queixo premendo com os lábios assustados próximos ao microfone embutido numa espécime de encaixe, poucos centímetros acima de seu beiço :

” Nal chajji anhado johahaji anhadoIjeneun neukkil su isseo
Baraboji anhado
Dareun saramege maeumeul jwodoIjeneun gyeondil su isseo”

Seu tom de voz antes audível e cálido, elevou-se num ofensivo semelhando a um brando resistente conseguindo deixar o microfone ficar levemente baço com o vapor que abandonava Gyu. O salto pequeno que detivera na parte de trás do sapato, começou a latejar contra a madeira da cadeira que o sustentava sentado imitando as batidas brutas que gradativamente presenciavam com as notas do piano.

Acalmou-se somente quando voltou a mimetização do refrão segurando com força o peso sob os quatro dedos de cada mão tocando cada ponta dos polegares nos intervalos que as mãos avizinhavam-se  :

”Eoduun banganeseo honja issneun na geurigo haaaaaaaaaaa
Nega bulleojuji anhado nan gwaenchanha nan gwaenchanhaaaaaaaaa”

O ritmo de fundo novamente o dava permissão para recuperar o ar, armazenando para seu tão esperado fim. Neste meio tempo, seus dentes se amostraram no alcance do mesmo contorno vocífero de antes deixando evidente os altos e baixos da letra :

“Eonjenganeun dasi dorawajugil wajugil
Eonjenganeun kkok dasi bol su issgireul bol su issgireul”

Se queria transmitir as emoções bipolares da performance, Gyu não deixaria o seu timbre grosso e rouco escapar despercebido. Relaxou a flexão dos dedos sentindo os ossos se tranquilizarem enquanto insinuantemente deixava o solo de sua voz reinar. Possessividade e segurança, tornaram as duas frases com uma dicção sonora nítida. A passagem da traqueia já ambientada pelo tempo cantado, auxiliou a irromper as ondas sonoras pelo lugar deixando com que alguns bancos avermelhados e desocupados da locação, ainda mantivessem a sua voz fresca. O piano retornou avivando o cenário trazendo um ar reservado, digno de um encerramento :

” Eoduun banganeseo honja issneun na geurigo ha
Nega bulleojuji anhado nan gwaenchanha nan gwaenchanha” X2

A sua normalidade, Hwan concluiu a etapa transmitindo um agudo forçado nos dois cordões diminuindo a intensidade dos toques distribuídos no piano até se extinguir. Sua cabeça se virou junto com o corpo folegando por um descanso. O tórax desceu numa reverência apegando-se com as duas mão unidas contra o peito sorrindo minimamente esperando que as luzes os revelassem.
© kristen
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