EXULANSIS

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Mensagem por Oh Jae Wan em 27th Fevereiro 2016, 11:46 pm


EXULANSIS
essa RP é fechada onde se passa na casa de Jaewan. ele está trancado, sóbrio e o clima é escuro. Abaixo de seus olhos, existem algumas bolsas. Ele vai estar fitando seoul pela janela da sala. O que será narrado em seguida é o seu comportamento NÃO artista que é um acontecimento que em breve será revelado no fórum por meio das curiosidades do evento. Será apenas permitida, a postagem dele. A narração será contada na forma dele, o que via e sentia. 

• Título da RP retirado do dicionário das dores obscuras.
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Re: EXULANSIS

Mensagem por Oh Jae Wan em 28th Fevereiro 2016, 4:26 pm






Realmente sinto muito em nesta noite com na qual poderia estar bebendo ou me divertindo, ficar sentado na sala  de frente com a janela aberta. O vento bate bem frio nessa época do ano. Tinha até me esquecido de como era a luz do luar. Começarei relatando o que me ocorreu no dia e que de fato me fez pegar a esta hora, em plenas três e meia da manhã na caneta. Como de costume, aparento madrugar entre as segundas e as quartas, pois não aguento mais entender que posso ser um fracasso. As pessoas da Moon J  tentam colocar em minha cabeça que posso ser sim um artista que trará sucesso e fama aos seus nomes. Mas sinceramente? Com o que soube por hoje? Não sei ao certo. 

Continuando, estava pela transição de quarta para quinta, havia tomado bastante aqui em casa para ensaiar a voz até sentir que o badalar das cinco estava próximo. Fui de imediato até o banheiro, bastante calmo. A propósito,  estava quase bêbado. Fedendo a bebida. Tomei um banho e assim me compus fisicamente para o próximo dia de trabalho. 

Fiquei atordoado sob o sofá lendo o jornal doa dia passado. É. Sim, costumo procurar jornais palpáveis. Não me sustento aos digitais. Tudo indicava a mim que o dia seria triste. Não sei de qual forma, mas era insana esta pressão em meu peito. Resolvi discar no celular que chamaria a emergência, mas resolvi não criar drama. 

Com o acalento de meu alarme, me ergui com preguiça do sofá largando tudo que tinha sob minhas cochas e fui para a rua. Minhas mãos em meus bolsos e meus olhos envoltos para as lojas pareciam começar a sentir todo o peso do tempo acordado que passei. A garganta latejava um pouco todavia, já era de se acostumar. Quando dobrei a esquina perto do parque, carregava bem próximo do corpo um copinho de café quente e dentro de um saquinho, três pãezinhos açucarados. O motivo? Era bem simples, contudo explicarei para que não fique perdido até onde leu nisso que vos registro. 

Tempos atrás, vim fazendo o mesmo trajeto de casa para a Moon J e da Moon J para o mundo. Uma boa maneira de decorar as pessoas do meu caminho, fora pelo kimchi que por ali faziam muito bem. Certo dia entretanto, sentei-me no banco do parque para respirar e logicamente, pensar em algo produtivo. Ao virar meu rosto, percebi um menininho com um violino abaixo dos braços e um tapa-olho cobrindo a íris esquerda. Não querendo ser intrometido, não perguntei nada. Apenas sai dali andando e fiz o fim do meu percurso como se nada tivesse acontecido. Dias assim começaram a se repetir vendo o mesmo menino, na mesma posição sempre olhando para frente. 

A primeira pergunta que o fiz depois de dois dias a seu lado, foi a quem estivera esperando. E este assim me fez apenas um dedo mostrando silêncio. Fiquei pasmo com aquilo. Não costumo aceitar as ordens tão fácil todavia, cedi. Olhei para frente de volta, olhando o parquinho e observava muitas crianças correndo. Tinham um riso que não pudê desfrutar e também o perguntei o motivo por não brincar com os outros e de volta, recebo seu silêncio. Sua barriga roncou, o que naquele minuto me fez me levantar do banco, tomar o seu violino e arrastá-lo para a lanchonete, comprando dois pães doces e o copo de café. O pequeno a minha frente, comeu tudo de uma forma graciosa. Seria errado confessar que me derreti ao ver sua face? Quando estendeu suas duas mãos pequenas para pegar o pãozinho elevar a sua boca, percebi duas cicatrizes. Bem rosadas e semelhantes as minhas ao quando fazia as tarefas da igreja o que me deixou desperto ao esperá-lo. Quando via  hora, já estava atrasado acabando por assim, atravessando a avenida com ele voltando ao parque o que foi num raio de minuto, pedindo que esperasse seus pais. Os cabelos pretos dele voaram fazendo um sinal positivo com a cabeça me fazendo agir com uma reverência de despedida. 

Nove dias depois fazendo este mesmo rito pelo amanhecer, soube aos poucos que era bem tímido. Falar com um estranho e com este aspecto horrível que tenho de rosto e corpo, pareciam também não o convencer a usar palavras comigo. Fui paciente, sempre fazendo perguntas para tirar aquela máscara contudo sempre falhei. E penso até hoje que ele partiu, que falharei miseravelmente procurando a sua história. Neste mesmo dia, havia engasgado na lanchonete com o suco que tomava o que fez ele reagir com uma risadinha baixa. Como sentirei falta de ouvir aquilo. Subitamente naquele momento abaixei o copo pousando sob a mesa o olhando de olhos arregalas. ACREDITEI QUE ELE FALARIA AQUILO? SIM, FUI UM BURRO.  Pedi que falasse algo e recebi o que? Um não com a cabeça. Mordi o lábio fingindo uma cara de choro e recebi uma língua de devolução. Ri daquilo pouco tempo depois. 

Não menti acima ao dizer que tentei ao máximo saber sobre ele. Depois do dia do riso, pareci ser alguém contratado do FBI. Minha vontade não me deu poder de saber do que queria. Este menino era individualista, no tempo de vida parecia esconder as cartas como um mágico. ao longo da trilha nesses horários de sete e pouco da manhã até as oito, notei diferenças físicas e tão óbvias que me fez pender a segui-lo. Teve um dia que o encontrei marcado por tinta nos dedos e seu violino necessitava de uma limpeza. Tudo bem. O atraso justificativo ao chefe, foi minha necessidade de medicação e fui numa loja parcelar um novo. No outro, estava com muito sono e de ideia, o abracei dentro da lanchonete pedindo que dormisse em meu peito. Essa desculpa? Não pensei bem e tomei um belo xingo. O terceiro e quase último, (estou pulando muita coisa para este registro) vi um palmo marcado em seu rosto. Desabei. Seu tapa-olho parecia estar bem velho. O perguntei se queria trocar e assim continuei recebendo a sua negação. 

Foi um dos dias que passei mais raiva para falar a verdade. Estava tão enfurecido com a figura do garoto, que depois de passar da rua com ele, esperei atrás de uma árvore para ver se via alguém indo o buscar. É. Novamente nada. Não pudê seguir por consequências de meu horário. Na Moon J acabei xingando um rapaz que sempre me mostrava os passos diários e fui dispensado no mesmo dia. 

Vou respirar para não chorar. 

Falei que fui dispensado? Certo? Está bem. Quando amanheceu já se era uma segunda-feira que foi bem chuvosa em Seoul soube até que tiveram árvores que caíram atrapalhando a conexão na cidade. Não consegui sair de casa e nem mesmo vi o tal do pirralho. Quando o tempo melhorou isto na terça-feira, corri contra o tempo em virar dois dias seguidos a noite preparando-lhe uma surpresa. Minhas chaves estavam bem posicionadas. O convidaria para almoçar já que resolvi avisar de minha ausência naqueles ensaios seriam confirmadas. Aquele ponto já o considerava um filho. Na verdade para muitas visões eu seria a pessoa que morreria cedo, pois bem, o equivoco a vocês que ainda tenho uma linha para traçar. 

A rua estava tão molhada, senti-me como um patinador profissional ao ter de me equilibrar nas calçadas. Passei antes no mesmo restaurante para pedir uns pães novos que tinha certeza que ele poderia gostar e algumas verduras para assim cozinhar até ouvir uns cochichos vindos de trás do balcão. Sabia que meu nome estava entre o tema em pauta e resolvi cortar. Maldito momento…

O dono do estabelecimento logo tomou a frente de seu gerente querendo me explicar. Parecia estar um tanto triste o que me causou um nervosismo ferrenho a me fazer perder a força nos braços. Perguntou-me se eu já soubera da notícia de Chiyo, mas por aquele nome não reconheci ninguém. Logo a minha pergunta automática este explica que era o menino. Não acredito que no último tempo do jogo descobri por quem chamava o menino solitário. O desespero me dominou e comecei a jogar o questionário. Família? Não descorbir. Apenas que ontem por volta do mesmo horário que sempre o via, onde caia uma chuva muito forte em Seoul ele tremia sob o banco e quando ia atravessar a rua que era sempre acompanhado comigo para ir ao restaurante, parecia que sua vida já estava trilhada. Um carro parecia ter cruzado a esquina de mal jeito assim se chocando contra o corpo do pobre menino o deixando desolado contra o concreto.  O dono do lugar procurou ajudá-lo todavia me disse que assim que o encontrou, já estava sem vida. Retirou o mesmo violino que ele usara me enregando aos braços abertos. Aquilo foi um choque. Minhas sacolas caíram par a par em meus pés e minhas lágrimas pareciam estar descontroladas. Algo queimava, pareciam ser ácidas junto com minhas mãos trêmulas pegando seu antigo instrumento. O gerente que estava inconsolável por já estar há um bom tempo ter me atendendo e o menor, explicou que soube de seu nome através de um programa para crianças de rua. Ele morava por lá então? - Me perguntei magoado por diversas vezes. Seu tapa-olho simbolizava que tinha sido ferido numa briga para justamente, defender o violino achado no lixo e que também depois de eu ter comprado um novo, guardá-lo como lembrança. Deixei tudo para trás correndo do lugar até o cemitério mais perto. Perguntei ao porteiro, se sabia da localização da cova de uma pessoa com descrições bem aproximadas das de Chiyo e fui auxiliado a uma bem pobre, apenas com terra e uma pedra lapidada com o nome grifado. Me ajoelhei e orei. Nunca fui tão religioso contudo lembrando do que vivi atrás, era o mínimo. 

Voltamos agora a esta minha sensação de noite. Não consigo escrever em casa. Fico trancado no estúdio sem saber o que fazer e de certo, aquele parque me trás más lembranças… Agora desde aquilo sempre ofereço o doce para o banco… Chiyo, soube do significado de seu nome : “Mil gerações ou mundos.” Espero vê-lo no outro lado se é que há algum, grande amigo. “

Desconfio muito que este garoto, seja o meu espelho na infância...

”— Jaewan desde então sempre deixou uma oferta no banco antes de ir para os treinos. De noite quando passa em claro, as vezes toca piano pensando no que viveu com o antigo amigo. Isso também o despertou a vontade de ser pai e que ainda, o fez se apaziguar com o seu passado na igreja.”


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